De vez enquando dou uma olhada em umas fotos minhas que tenho aqui no meu computador do trabalho. E fico comparando com fotos de uns meses atrás.
Mudei.
Meu namoro havia acabado, um tempo depois era meu aniversário e resolvi ir no salão e fazer alguma coisa no meu cabelo. Lavar, dar uma aparada nas pontas, fazer uma escova.
Sempre corto igual. Se não é igual é parecido. Raro os momentos em que me dá vontade de radicalizar e, se isso acontece, até chegar no salão, mudo de idéia.
Mas no dia do meu aniversário, cheguei na dona Célia e fui dar uma olhada nos tipos de cortes das revistas. “Bah, vou fazer uma franja” – pensei. Repensei. Pensei de novo...
Pensei, pensei...
“Tá, quero uma franja tipo essa aqui.” – e apontei pra moça da revista.
Não imaginava que aquilo fosse fazer tanta diferença na minha vida.
Quando a cabelereira terminou, foi como se eu ouvisse um “acooorda, menina!”
Ou como se eu mesma falasse: "EEEEiiii!! Tô aqui, viu?! Será que é preciso rapar esse cabelo pra você me dar mais atenção?"
Por causa do corte, as escolhas das roupas mudaram, comecei a me maquiar e até a usar salto. Tô longe de ter virado tipo aquelas patricinhas de Beverly Hills e nem quero isso. No trabalho, me visto da forma mais prática possível. Mas na hora de sair, me arrumar, comparando ao estado que eu andava, é uma baita diferença.
E o melhor é que me sinto mais segura.
A gente acha que aparência é superficial, mas, muitas vezes é a chave mestra para o inicio de uma mudança interna também. Cortar o cabelo é mais fácil do que se tornar uma pessoa mais paciente, mas já é um começo de mudança.
“ - O que é que houve, meu amor, você cortou os seus cabelos?
- Foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar.”
Tesoura do Desejo – Alceu Valença
Inclusive, já tá na hora de eu fazer um novo corte.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
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